Hardware
Hardware não é um hobby separado do meu software. É onde aprendi que sistemas têm tolerância, calor, folga mecânica, conectores frágeis, impressões falhadas, fontes de luz perigosas e usuários ao lado da máquina.
O que aparece no laboratório
Impressoras 3D
Montagem mecânica, calibração, firmware, drivers de motor, loops térmicos e repetibilidade.
Lógica CNC
G-Code, toolpaths, tempo de ciclo, restrições de material e programas como instruções físicas.
Eletrônica
ESP32, drivers de stepper, telas LCD, SD, GPIO, UART, I2C, SPI, rails de alimentação e headers de debug.
Prototipagem
Peças impressas, redução de custo, componentes abandonados, substituições e recuperação de hipóteses ruins.
Labalek como artefato principal
Labalek é o projeto de hardware mais completo do portfólio: uma impressora de resina custom com MSLA/DLP, especificação de placa, controle por ESP32, motor de passo, máscara LCD, leitura por SD, interlocks de segurança e BOM mecânico orientado por custo.
O interessante não é apenas montar uma impressora. É a sequência de decisões: substituir perfis de alumínio por estrutura impressa, substituir um acoplador comercial por PETG impresso, testar uma tela Wanhao D7 2K e abandoná-la porque o conector FPC e o controller quebravam o objetivo de baixo custo.
Por que isso importa no software
Hardware torna ideias vagas difíceis de esconder. "Retry" muda quando um motor se moveu. "Configuração" muda quando um controller de tela é caro. "Segurança" muda quando há LEDs UV.
Por isso meu software volta a estado explícito, storage cauteloso, IDs determinísticos, retries limitados e trade-offs documentados.
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